2. Presente de Aniversário

O homem me encara sem pressa.

De perto, ele é ainda mais intimidante. Ombros largos, maxilar marcado, olhos avelã frios demais para um estranho num bar.

— Você quer esquecer ou quer se vingar? — pergunta, num tom baixo.

— Os dois.

— Então você veio até a pessoa errada — responde, seco. — Porque homens bêbados costumam aceitar qualquer coisa, mas eu não estou bêbado. E você não está perdida, só está com raiva.

Pego o copo de novo, bebendo mais do que devia. Depois, me inclino o suficiente para roçar meu braço no dele.

— Não estou pedindo sua psicologia barata, nem consolo. Quero sair daqui e esquecer que as últimas horas existiram. Você consegue fazer isso ou vou ter que procurar outro?

Meu coração b**e forte.

Meu cérebro grita que tudo isso é loucura. Mas a imagem de Dylan com aquela loira ainda está fresca na minha cabeça.

— Tem certeza de que quer sair daqui comigo?

— Tenho.

Ele j**a algumas notas no balcão, levanta e anda em direção à saída sem esperar. Sigo seus passos sem pensar muito.

Quando passamos pela porta, a noite fria me atinge imediatamente, mas quase não sinto. Ele destranca um carro preto do outro lado da rua e entro sem perguntar para onde estamos indo.

— Meu nome é Dante — ele diz, ligando o motor. — Se for gemer alguma coisa hoje à noite… prefiro ouvir isso.

— Amy.

Ele assente e começa a dirigir em silêncio. Só o som do motor preenche o carro.

Quando o carro para na entrada de um hotel de luxo, não falo nada.

Ele entrega a chave ao manobrista e finalmente olha para mim, apontando a entrada com a cabeça.

Entramos e seguimos para o elevador. Assim que as portas se fecham, ele apoia o ombro na parede espelhada e me observa.

— Olhe pra mim, Amy.

Obedeço antes mesmo de pensar. O olhar dele é intenso, quase sério.

— Você ainda pode descer e ir embora. Não vou te impedir.

Em vez de responder, dou um passo à frente e pressiono meu corpo contra o dele. Sinto ele ficar tenso por um segundo.

— Eu não quero ir embora, Dante.

As portas se abrem novamente e saímos sem falar mais nada. A suíte é enorme, luxuosa, mas só consigo olhar para ele.

Dante tira o blazer com calma e dobra as mangas da camisa, revelando braços fortes e uma tatuagem de corda no antebraço direito.

Ele se aproxima devagar e para a menos de meio metro de distância.

— Última chance.

Em vez de responder, desço o zíper do vestido e o deixo cair aos meus pés, ficando apenas de lingerie branca. O olhar dele escurece imediatamente.

Dante segura meu queixo com dois dedos, inclinando meu rosto para cima.

— Não quero que pense em mais nada. Quero que sinta. Consegue?

Assinto em silêncio.

Então ele me beija, nem um pouco gentil. É bruto, cheio de desejo. A língua dele invade minha boca enquanto suas mãos descem pela minha cintura e apertam minha bunda, me puxando contra ele.

Sinto sua ereção contra minha barriga e meu coração acelera ainda mais.

Meus dedos tremem quando puxo a camisa dele para fora da calça. Dante me ajuda, tirando-a com um movimento rápido.

Ele me empurra de leve até minhas pernas baterem na cama. Depois, me deita e vem por cima de mim, encaixando o corpo entre minhas pernas.

A boca dele desce pelo meu pescoço, chupando forte o suficiente para deixar marca. Seus dedos abrem meu sutiã com pressa, expondo meus seios.

— Qualquer homem ficaria obcecado por você — murmura, me olhando por um segundo.

Ele se inclina novamente e passa a língua no meu mamilo, enquanto sua mão desce pela minha barriga.

Arqueio as costas, gemendo baixo quando ele enfia os dedos dentro da calcinha e esfrega o clitóris em círculos firmes. Meu corpo inteiro estremece.

Ele tira minha calcinha e a calça dele num movimento rápido. Quando sinto seu membro grosso e quente roçando contra minha entrada, travo imediatamente.

— Dante… por favor… vai devagar — peço, com a voz baixa e trêmula.

Ele para, apoiando o peso nos antebraços, e me encara com a testa franzida.

— Você já fez isso antes?

Nego com a cabeça, sentindo meu rosto esquentar. Ele resmunga baixo, ameaçando se levantar, mas eu o impeço.

— Não para — sussurro, pressionando o quadril contra o dele. — Prometi que hoje me daria esse presente de aniversário, então… que seja com você.

Dante fecha os olhos por um momento, respirando fundo. Quando os abre novamente, a hesitação desaparece.

— Porra, Amy… você realmente não facilita as coisas — murmura, voltando a se encaixar entre minhas pernas.

Ele volta a me beijar enquanto esfrega seu membro na minha entrada molhada algumas vezes, depois começa a entrar devagar.

Arde. Muito. Mas, ainda assim… não peço que ele pare.

Ele para, me encarando. Depois de respirar fundo, continua. Sinto cada centímetro dele me abrindo. Quando está completamente dentro, solto um gemido longo, meio dor, meio prazer.

— Você é tão grande…

— E você é apertada pra caralho — ele murmura contra meu pescoço.

Então começa a se mover. Primeiro devagar, dando tempo para eu me acostumar. Depois, as estocadas ficam mais profundas, mais ritmadas.

A dor vai virando um prazer delicioso, intenso, que faz minhas pernas tremerem.

— Essa noite você é minha, Amy. Cada gemido, cada porra de orgasmo será meu.

Dante segura meus pulsos acima da cabeça com uma mão, a outra apertando meu quadril, estocando cada vez mais bruto.

Sinto um arrepio percorrer minha espinha e o prazer parece insuportável. Ele sente, claro, e intensifica o ritmo, me fazendo gritar o nome dele enquanto gozo.

Antes que eu possa me recuperar, ele me vira de bruços, levanta meu quadril e volta a meter com ainda mais força.

Uma mão se enrosca no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. A outra aperta minha bunda.

Sinto ele bem fundo, dominando cada parte de mim.

Do nada, o celular tocou.

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