Peter
Três voltas pelo corredor. Quatro. Cinco. Perdi a conta. O uísque em meu copo está quase no fim, mas a inquietação continua. Do outro lado desta parede, a menos de dez metros de onde estou, Emma dorme. Ou não.
A ideia dela acordada, talvez tão perturbada quanto eu, faz meu sangue ferver. Paro em frente à sua porta, apoiando a testa na madeira fria. Um movimento errado, porque agora posso sentir seu perfume. Suave, delicado, provocante. Como tudo nela.
— Droga — murmuro, afastando-me como