~ MAREU ~
No sábado, eu estava sentada com a Clara no sofá. A TV estava ligada num volume que fingia ser “fundo”, mas era claramente um filme dramático o suficiente pra fazer a gente se sentir culpada por existir. Clara tinha um copo de suco na mão e aquela expressão de quem estava relaxando só porque o corpo tinha esquecido por alguns minutos que ela era uma pessoa com responsabilidades.
E então Clara, do jeito dela (sem cerimônia, sem delicadeza, sem noção do que é “esperar o assunto acontece