~ MAREU ~
Eu entrei segurando uma embalagem de presente como se fosse um documento confidencial.
Era ridículo.
Aquela balada inteira parecia ter sido construída para gente que não carrega nada nas mãos além de um copo e do próprio ego.
Eu e Clara paramos logo depois da entrada, numa área de transição onde o som da música já vibrava no peito, mas ainda dava para ouvir pensamentos. Luz cortando o ar, perfume caro, segurança com cara de “eu sei quanto você vale antes de você dizer seu nome”.
Clara