Henry Carter
A casa estava silenciosa quando cheguei.
Era silêncio de verdade. Não o tipo tenso que acompanha noites difíceis, mas aquele silêncio macio, quase respeitoso, que costuma surgir quando tudo está exatamente onde deveria estar.
Soltei o ar devagar ao fechar a porta.
Afrouxei a gravata no caminho, tirei o paleto e o deixei sobre o aparador. O colete preto ainda estava ali, como uma segunda pele que eu ainda não tinha conseguido remover. O dia tinha sido longo. Vitorioso. Exaustivo.