272. O peso da escolha
Enzo Kendrik
A Ponte Vecchio ficou para trás, mas o peso no meu peito, esse não. Eu caminhei pelas ruas de Florença com a raiva pulsando nas veias, a caixinha de veludo preto queimando no bolso da minha calça. Comprei a maldita aliança mesmo depois que Olivia saiu correndo da joalheria, como se pudesse segurar o que restava de nós dois naquele pedaço de metal e pedra. Mas agora, cada passo ecoava a mesma certeza: ou seguimos juntos, ou cada um pro seu lado. Chega de meios-termos, de dúvidas, de