187. Último desparo
David Jones
Os tiros começaram do nada. O carro sacudiu com o impacto das balas contra a lataria. O barulho era ensurdecedor, uma chuva metálica batendo na blindagem.
Me encolhi no banco, respirando pela boca, tentando controlar o instinto de sair correndo. A sorte é que o carro era blindado. Ainda assim, cada disparo parecia atravessar minha pele.
“Droga…” murmurei, socando o volante.
Mas então percebi. Não eram só tiros contra mim. Havia resposta. Tiros de volta, ecos que vinham de diferentes