Acordei em um sobressalto, o peito subindo e descendo em uma respiração frenética, o coração batendo como um tambor desgovernado contra as minhas costelas. Meu corpo estava quente, coberto por uma fina camada de suor, e os meus lábios ainda formigavam com a sensação exata e pungente daquela boca.
Levei as mãos ao rosto, piscando repetidamente contra a penumbra do quarto, tentando me certificar de que fora apenas um delírio do meu inconsciente. Mas a ilusão fora tão nítida, tão densa, que por al