A chuva continuava a fustigar as vidraças do meu apartamento, criando uma cortina de som constante que isolava o meu lar do restante da cidade. Encolhida no sofá, segurando uma caneca de chá que já havia esfriado, eu encarava o teto. Minha mente era um território em guerra. Por mais que a imagem de Gustavo ajoelhado no chão sujo do estacionamento, me protegendo da tempestade com uma presteza tão limpa e genuína, tentasse se fixar como um porto seguro, era a lembrança de Frederico que operava co