LUCAS
O cheiro de antisséptico e álcool hospitalar impregnava a minha garganta, transformando cada respiração em um lembrete doentio da minha própria fragilidade. Eu odiava aquele lugar. Odiava o som metálico dos carrinhos de medicação, o bipe distante dos monitores nos corredores e o brilho frio das lâmpadas fluorescentes que nunca apagavam. Há meses a minha vida tinha se reduzido àquela rotina miserável entre quatro paredes, dependendo da piedade de médicos, lutando contra o meu próprio corp