Arthur
— Abram caminho! Agora!
Gritei por cima do barulho ensurdecedor da chuva que desabava sobre a Serra de Montara. O assoalho do corredor macabro do casarão estava lavado de sangue. Victor jazia imóvel, a pele acinzentada, o peito aberto em uma ferida grotesca que não parava de escorrer. Ao lado dele, Isadora estava pálida, desacordada, com a testa apoiada contra o ombro do marido.
Três paramédicos invadiram o segundo andar com a maca dobrável e maletas de emergência. O médico da equipe ajo