Vênus
Acordei com o toque insistente do celular de Eros vibrando na mesinha de cabeceira. O quarto ainda estava escuro, só o luar entrando pela janela. Eros se mexeu atrás de mim, o braço forte ao redor da minha cintura, o peito quente colado nas minhas costas. Por um segundo, ele tentou ignorar o aparelho, apertando-me mais contra si.
Mas o toque não parava.
Ele resmungou um palavrão baixo e esticou o braço, atendendo sem se afastar de mim.
"O que foi?" A voz dele saiu rouca de sono.
Eu senti