Lívia
Eu andava de um lado para o outro no meu quarto como uma louca enjaulada. As unhas cravadas nas palmas das mãos, o sangue quente pulsando nas têmporas.
Como? Como isso aconteceu?
Eu passei anos ao lado dele. Anos sendo a pessoa que ele mais confiava, a pessoa presente em seus piores dias, a que segurava a alcateia quando ele estava fora. E agora? Agora aquela cadela Hart estava dormindo na cama dele. Com a marca dele no pescoço. Com o cheiro dele impregnado nela.
Eu queria arrancar a pele