Eros
Meu lobo estava em fúria total.
O telefone mal tinha desligado e eu já corria pelos corredores da sede como um predador enlouquecido. O coração batia tão forte que parecia que ia explodir. Cada batida era um rugido dentro da minha cabeça: Proteger. Matar. Destruir.
“Cerquem o prédio inteiro!” berrei, a voz distorcida, quase irreconhecível. “Ninguém entra ou sai! Tragam o entregador do buquê agora! Vivo! Se ele resistir… quebrem as pernas dele!”
Meus lobos se moveram como uma matilha obedie