O abraço de Dante ainda queimava na minha pele quando nos separamos. O hospital ao redor seguia seu fluxo incessante de gente entrando e saindo, carregando flores, notícias, despedidas. Nós dois, imóveis no meio daquele rio de existências alheias.
Eu deveria estar aliviada. André vivo. Dante ao meu lado. Helen derrotada, ao menos por agora.
Mas havia algo crescendo dentro de mim. Uma certeza fria, uma decisão que vinha se formando desde a conversa com Gustavo, desde as ameaças veladas, desde as