Deixo a mensagem de voz e rio olhando o teto. Rio da minha própria atitude.
— Covarde! Isso não foi uma despedida. Isso foi implorar.
Fico nessa mesma posição por horas. O quarto vai ficando mais claro e percebo que a luz da lua foi substituída pela luz do sol.
Levanto da cama e saio do quarto. Ainda estou com a roupa do baile e com sangue seco na mão. O corte superficial parou de sangrar sozinho.
Antes que eu possa questionar o motivo de estar fazendo isso, meu punho fechado já atinge a porta