Capítulo 133. Embate
"Augusto"
O saguão do hospital estava cheio demais para um lugar que deveria representar silêncio e recuperação. Eu já previa que as coisas dariam errado no momento em que meu pai descobrisse o que estava acontecendo. Minha mãe me lançou um olhar claro de advertência, eu não deveria falar nada, nem César.
Isabella observava a cena com atenção. Encarava meu pai com fúria nos olhos — era nítido — assim como era nítido o esforço dele em fingir que ela não existia.
Meu pai, sendo quem era, sempre percebia quando algo fugia do controle. Ele farejava o problema antes mesmo de ele se revelar por completo. Ali, ele sabia que havia algo errado.
— Ela está dormindo. Sedada. O médico pediu tranquilidade — minha mãe disse tentando soar tranquila.
Era uma mentira mal ensaiada. Se eu consegui perceber o nervosismo dela, meu pai também percebeu.
Ele estreitou os olhos e me encarou. A comunicação foi silenciosa, mas imediata. Ele entendeu que havia alguém com Diana no quarto. E, se não era ninguém d