Capítulo 132. Meu destino é você
"Diana"
Acordei com um peso estranho no corpo, como se cada osso tivesse sido colocado no lugar errado. O cheiro de hospital era forte, invasivo, misturado ao som constante de máquinas e passos apressados no corredor. Por alguns segundos, não lembrei de nada. Depois, tudo voltou de uma vez.
A freada brusca. O impacto. O mundo girando. O medo.
Levei a mão ao ventre instintivamente, o coração disparando.
— Meu bebê… — murmurei, a voz fraca, quase inexistente.
— Está tudo bem — a voz da enfermeira veio calma. — Você e o bebê estão bem, é um milagre. Tenta ficar calma, não é bom ficar agitada, o médico já vem falar com você.
As lágrimas escorreram sem que eu conseguisse impedir. Não era só alívio. Era medo. Era culpa. Era a certeza de que tinha ganhado uma segunda chance e precisava mudar o rumo da minha vida e rever as minhas escolhas.
Minha mãe estava sentada ao lado da cama, postura rígida, expressão dura demais para alguém que acabara de ver a filha em uma cama de hospital. Quando