Capítulo 125. Casos de familia
"Augusto"
Eu não bati à porta.
Empurrei com força, sentindo a madeira se chocar contra a parede, O funcionário tentou dizer alguma coisa, mas eu passei direto. Conhecia aquele caminho melhor do que ninguém. O escritório do meu pai sempre foi o centro de tudo, decisões, manipulações, sentenças.
Ele estava sentado atrás da mesa, impecável como sempre. A calma dele só aumentou a minha fúria, conhecia muito bem o olhar o meu pai, ele já sabia que eu viria aqui depois de tudo.
— Que porra você fez? — perguntei, sem rodeios.
Ele levantou os olhos devagar, como se eu fosse uma interrupção menor.
— Boa tarde, Augusto.
— Não brinca comigo — avancei alguns passos. — O contrato do meu casamento vazou. Cada cláusula, cada valor. Eu sei muito bem que tem dedo seu nisso.
— Era inevitável, você não conseguiria guardar seu segredinho sujo por muito tempo.
Aquela palavra me fez perder o pouco controle que ainda restava.
— Inevitável é o caralho! — bati a mão na mesa.
Meu pai me observava como se