Em Porto Cristal, dias se passaram lentamente. Eleanor encarava o reflexo no espelho antigo do quarto, o mesmo em que havia se arrumado no dia do casamento com Arthur. Agora, sua imagem parecia de outra mulher, estava abatida, traída e enjaulada. Não pode sair do quarto um minuto sequer.
O vento lá fora balançava as cortinas pesadas, e o som distante de risadas no andar de baixo atravessava as paredes. Vanessa assumiu a gestão da casa.
Ela respirou fundo, tentando conter o tremor nas mãos.