O quarto do hospital estava mergulhado naquela quietude peculiar que só existe depois do caos, quando tudo parece mais lento não porque o mundo tenha parado, mas porque o corpo ainda está tentando entender como sobreviveu. A luz era baixa, discreta, dourando de leve as superfícies frias, e por trás da porta fechada havia o movimento distante de enfermeiros, carrinhos e vozes abafadas. Ali dentro, porém, só existiam eles dois, o ar pesado de adrenalina que ainda não tinha ido embora e a lembranç