Capítulo 18 — Obediência

Valentina acordou com o coração acelerado.

Por um segundo, não sabia onde estava.

Nem quando.

Nem como.

A última coisa que lembrava era o chão frio do quarto… o rosto ardendo… e a sensação sufocante de que o mundo inteiro tinha decidido esmagá-la naquela noite.

Agora estava na cama.

Com o cobertor puxado até a cintura.

A luz apagada.

O silêncio pesado demais para ser natural.

Ela piscou algumas vezes, tentando forçar a memória a preencher as lacunas… mas tudo o que encontrou foi um vazio nebuloso, quente, desconfortável.

Devagar, sentou-se à beira da cama.

A cabeça latejava.

O estômago embrulhava.

E o rosto… bom, o rosto queimava como lembrança viva do tapa.

Quando finalmente respirou fundo, a primeira coisa que fez foi caminhar até a porta.

Girou a maçaneta.

Nada.

Trancada.

Não precisou tentar uma segunda vez para entender.

Nem bater.

Nem chamar.

Ela conhecia bem o tipo de silêncio que responde com “não adianta”.

Aquele silêncio era Montenegro.

Valentina encostou a testa na porta por
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