CAPÍTULO 92 — O AMANHÃ

Valentina acordou com a sensação exata de ter sido atropelada por algo que não lembrava.

O corpo doía. Não uma dor pontual — mas uma dor espalhada, profunda, como se cada músculo tivesse trabalhado a noite inteira tentando sobreviver a alguma coisa invisível.

Ela abriu os olhos devagar.

O quarto era o mesmo. A luz da manhã entrava pelas cortinas claras. O cheiro era familiar.

Mas algo estava… fora do lugar.

Ela levou alguns segundos para perceber o quê.

Não havia ninguém ao lado da cama.

Nenhum peso. Nenhum calor. Nenhuma presença. Mas irritantemente o cheiro da colônia de Rafael estava ao seu lado.

Valentina franziu levemente a testa.

Tentou puxar a memória da noite anterior — e encontrou apenas fragmentos soltos, sem ordem.

O corpo se mexeu com dificuldade quando tentou se sentar. Os braços pareceram fracos demais para o gesto simples.

— Bom dia, senhora Montenegro.

A voz veio do canto do quarto.

Valentina virou o rosto.

Não era Janete.

A mulher que se aproximou tinha outro rosto,
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