O salão Montenegro ainda estava preso no silêncio depois do beijo.
Não um silêncio comum.
Um silêncio de catástrofe social, o tipo que acontece quando a elite inteira vê algo que não deveria ter acontecido — mas que ninguém jamais esquecerá.
E então…
O CAOS COMEÇOU.
O primeiro surto foi de Isabella.
Ela ficou tão branca que parecia feita de gesso.
Os olhos arregalados, a boca aberta num “o quê???” eterno, o coração saindo pela boca.
— Ele… ele a beijou… — ela murmurou, devastada, a voz falhando. — Em público… na pista… NA MINHA FRENTE…
A visão dela embaçou.
Ela precisou segurar no braço de uma mesa.
O mundo desabou sobre Isabella Moretti.
Mas por trás dela…
Vittória Montenegro.
Ah, a matriarca.
Ela viu o beijo inteiro.
Inteiro.
Cada milímetro.
E sua expressão se partiu em três emoções distintas:
1. horror,
2. ódio,
3. pânico velho de quem sente o poder escorrendo pelos dedos.
A taça de champagne tremia tanto na mão dela que por um segundo até quem estava perto achou que seria um ataqu