O quarto finalmente ficou silencioso quando Rafael e Moreira saíram.
O fechamento da porta foi quase um soco no peito.
Valentina inspirou devagar.
O corpo ainda doía, mas a alma… a alma estava recém-esfregada no asfalto.
Bianca puxou uma cadeira com aquele jeito estabanado e se jogou nela.
— Eu juro que se eu ver aquele homem respirando mais alto perto de você, eu—
Valentina ergueu a mão, cansada.
— Bia… chega. — ela disse, num tom fraco, mas firme. — Você precisa descansar. Vá pra casa. Eu prometo que não vou sair daqui.
Bianca arregalou os olhos.
— COMO É QUE É?!
— Eu não vou sair dessa casa, Bia. — Valentina repetiu, sentando-se devagar na cama. — Eu estou bem. Só preciso de descanso. E… preciso voltar ao trabalho. Já perdi muitos dias.
Bianca abriu a boca para retrucar, mas Valentina continuou:
— Ainda tenho que juntar os cinco milhões pro tio, lembra?
Bianca virou o rosto. Respirou fundo.
E então… abriu a bolsa.
Aquele barulho do zíper pareceu um trovão dentro do quarto.
Ela tiro