CAPÍTULO 46 — O SILÊNCIO

O escritório ainda estava com o cheiro de uísque da noite anterior quando Rafael entrou. Moreira o aguardava como um soldado à espera de ordens.

— Trouxe o que pedi? — Rafael perguntou.

Moreira ergueu a pequena caixa como quem apresenta um artefato sagrado.

— Sim, senhor. Está configurado com todos os protocolos.

Rafael pegou o celular com um aceno curto.

— Vamos.

Subiram a escada em silêncio. O ar da mansão parecia mais pesado, como se soubesse o que ia acontecer.

Rafael bateu na porta.

Bianca abriu com o sorriso mais debochado da história das cunhadas improvisadas.

— Olhaaaa… quem apareceu. — ela cantarolou, abrindo mais a porta. — Entra, cunhado. A Val tá deitada.

Rafael entrou sem olhar muito para ela.

Valentina estava sentada na cama, costas retas, corpo frágil, expressão firme demais para alguém que quase morreu.

O olhar dela encontrou o dele por dois segundos.

Dois segundos que queimaram.

— Como você está? — Rafael perguntou, neutro como mármore.

Valentina abaixou os olhos.

— E
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