A alta veio uma semana depois.
Uma semana de soro, antibióticos, remédios para dor, exames, monitoramento cardíaco… e noites em claro.
Uma semana inteira em que Bianca praticamente dormiu numa poltrona de hospital, com o cabelo preso do mesmo jeito torto do primeiro dia, manicure destruída e humor ainda pior.
Moreira também estava ali naquela manhã.
Postura impecável.
Terno escuro.
Expressão neutra.
Profissionalismo absoluto.
Mas os olhos…
Os olhos mostravam algo que ele não podia dizer:
respeito.
— Senhora Montenegro… — ele disse, abrindo a porta do quarto com gentileza. — O carro está pronto. Assim que quiser, posso acompanhar até a mansão.
Valentina se ajeitou na cadeira, o corpo ainda doído, a respiração curta.
Estava tão magra, tão abatida, tão silenciosa…
Mas havia algo novo nela:
uma sombra de força.
Bianca segurou a bolsa dela e murmurou:
— Vamos embora dessa espelunca. Eu vou arrancar sua alta nem que tenha que ameaçar o hospital, Val.
Valentina soltou um riso cansado.
— Obri