A manhã na casa de Vittória Montenegro sempre fora silenciosa.
Elegante. Controlada. Previsível.
O tipo de silêncio caro que só existe em casas onde o poder se esconde atrás de porcelanas finas e regras não ditas.
A mesa do café da manhã estava posta com perfeição aristocrática:
prata polida, suco natural em jarra de cristal, frutas cortadas em simetria impecável, pão fresco disposto como se até o trigo tivesse sido educado.
E Rafael Montenegro estava sentado à cabeceira. Ele tomava café em sil