O galpão cheirava a ferro e poeira velha.
O eco dos passos arrastados soava oco demais naquele espaço vazio.
Clara tentava se firmar enquanto era puxada pelos braços. O capuz abafava sua respiração.
— O que vocês querem? — ela gritava, a voz trêmula. — Eu tenho dinheiro! Vocês sabem para quem eu trabalho! Ele vai acabar com vocês!
Os homens não responderam.
Ela foi jogada de joelhos.
O impacto no concreto arrancou um gemido dela.
O capuz foi arrancado.
A luz fraca do galpão atingiu seus olhos.