A alta de Maria não teve flores, nem abraço de família na porta do hospital.
Teve o que ela nunca teve na vida inteira: estrutura.
Ângela apareceu cedo, uniforme impecável, postura firme, olhos atentos como se enxergassem risco até na sombra de um vaso.
Dois seguranças a acompanharam no corredor — discretos, mas inegociáveis. E Maria caminhou entre eles com passos curtos, a bolsa apertada contra o peito, como se ainda esperasse que alguém surgisse do nada e dissesse:
“Volta. Isso aqui não é pra