O quarto do hospital estava silencioso naquela manhã.
Não um silêncio de paz.
Mas um silêncio técnico. Controlado. Quase clínico demais para a realidade que se preparava para entrar ali.
A luz suave atravessava as cortinas claras, iluminando o ambiente VIP com uma delicadeza que contrastava cruelmente com os hematomas ainda visíveis na pele de Maria.
Ela estava sentada na cama, mais desperta do que nos dias anteriores.
Frágil.
Mas atenta.
Como alguém que finalmente começa a acreditar que talvez