O silêncio do quarto não era vazio.
Era preenchido.
Pelo som baixo dos talheres sendo apoiados na bandeja.
Pelo vapor leve que ainda subia do caldo morno.
Pela respiração mais estável de Rafael.
E pela presença dela.
Valentina recolheu a tigela com cuidado, organizando a bandeja com a mesma naturalidade.
Ela caminhou até a mesa lateral e depositou a bandeja ali.
Quando voltou o olhar para a cama, encontrou os olhos dele já sobre ela.
Atentos.
Silenciosos.
Observadores.
Como sempre.
Mas não da m