O prédio da Montenegro não parecia diferente por fora.
Vidro. Aço. Altura.
Mas dentro… o ar havia mudado.
Rafael entrou pelo acesso reservado, como fazia todos os dias. O segurança apenas inclinou a cabeça. A recepcionista não sorriu — endireitou a postura.
Não era medo.
Era reconhecimento.
Moreira já o aguardava ao lado do elevador privativo, tablet em mãos.
— Bom dia, senhor.
— Bom dia.
O elevador subiu em silêncio.
— O conselho solicitou reunião extraordinária às nove. — Moreira informou. —