O prédio da Montenegro era o tipo de lugar onde o dia começava antes do sol.
Vidro. Aço. Segurança em camadas.
E uma ordem invisível que se reorganizava ao redor de um único homem.
Rafael atravessou o acesso reservado sem pressa.
Não porque estivesse completamente recuperado — o corpo ainda carregava o resquício de febre como um aviso — mas porque apressar passos nunca foi o modo Montenegro de demonstrar urgência.
Urgência, para ele, era interna.
Silenciosa.
E fatal.
O segurança inclinou a cabe