O hospital estava mergulhado em um silêncio controlado.
Aquela hora da madrugada em que tudo parecia existir em estado de espera. As luzes permaneciam acesas, brancas demais, mas os corredores estavam quase vazios. Passos surgiam aqui e ali, espaçados, cuidadosos, como se até o prédio soubesse que algo grave tinha acabado de acontecer e ainda não tivesse decidido como reagir.
O ar cheirava a antisséptico e metal frio.
Nada ali convidava ao descanso.
Mas também não havia pressa.
A luz branca re