CAPÍTULO 125 — ENTRE SILÊNCIOS

O hospital estava mergulhado em um silêncio controlado.

Aquela hora da madrugada em que tudo parecia existir em estado de espera. As luzes permaneciam acesas, brancas demais, mas os corredores estavam quase vazios. Passos surgiam aqui e ali, espaçados, cuidadosos, como se até o prédio soubesse que algo grave tinha acabado de acontecer e ainda não tivesse decidido como reagir.

O ar cheirava a antisséptico e metal frio.

Nada ali convidava ao descanso.

Mas também não havia pressa.

A luz branca refletia no chão encerado como se tudo ali fosse feito para não permitir sombras. Ainda assim, elas existiam. Invisíveis. Pairando.

Valentina estava deitada em uma maca, inconsciente, fios conectados ao corpo, o peito subindo e descendo num ritmo monitorado por máquinas que apitavam em intervalos regulares. O rosto estava pálido, limpo demais, quase em contraste violento com tudo o que tinha acontecido horas antes.

Rafael estava ao lado dela. De pé, imóvel, como se qualquer movimento pudesse quebr
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