CAPÍTULO 109 — CAMPO ABERTO

As manhãs na casa Yamamoto eram simplesmente silenciosas e Valentina percebeu isso ainda deitada, antes mesmo de abrir os olhos. Não havia passos apressados no corredor, nem portas sendo fechadas com pressa, nem vozes se cruzando ao longe. O silêncio não era ausência de vida — era controle absoluto dela.

Levantou-se devagar.

O quarto ainda carregava a luz suave filtrada pelos painéis japoneses. Tudo parecia exatamente no lugar onde deveria estar. Rafael ainda dormia, de costas para ela, semblante calmo, respiração lenta. Ela tomou um banho rápido, mais frio do que gostaria, como se o próprio ambiente exigisse lucidez.

Vestiu-se com cuidado. Um vestido discreto, elegante, adequado para o clima e para o olhar de quem observa tudo. Nada chamativo. Nada defensivo. Apenas correto.

Quando saiu do quarto, encontrou Rafael no corredor.

Ele já estava pronto.

Camisa clara, mangas ajustadas, postura firme. O relógio no pulso denunciava que ele acordara antes dela. Os dois trocaram um olhar brev
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