As manhãs na casa Yamamoto eram simplesmente silenciosas e Valentina percebeu isso ainda deitada, antes mesmo de abrir os olhos. Não havia passos apressados no corredor, nem portas sendo fechadas com pressa, nem vozes se cruzando ao longe. O silêncio não era ausência de vida — era controle absoluto dela.
Levantou-se devagar.
O quarto ainda carregava a luz suave filtrada pelos painéis japoneses. Tudo parecia exatamente no lugar onde deveria estar. Rafael ainda dormia, de costas para ela, sembla