Rafael entrou no quarto sem fazer ruído.
A casa Yamamoto tinha essa estranha capacidade de engolir passos, sons, intenções. Tudo ali parecia existir em estado de observação constante — até o silêncio.
Ele fechou a porta com cuidado, mais por hábito do que por necessidade, e caminhou alguns passos para dentro.
Parou.
Valentina dormia.
O corpo estava virado de lado, parcialmente encolhido, os cabelos espalhados pelo travesseiro, a respiração lenta, profunda. O rosto relaxado, distante de qualquer