Valentina e Rafael caminharam a passos calmos em direção à sala de jantar.
A casa Yamamoto era imponente sem ser excessiva. Cada corredor parecia carregar uma história própria, e nenhum detalhe estava ali por acaso. Valentina observava em silêncio, o coração batendo um pouco mais rápido do que gostaria, com um único pensamento martelando a mente:
Não estragar nada.
Inconscientemente, os dedos dela apertaram o braço de Rafael a cada passo que os aproximava da porta principal da sala. Ele percebeu.
Sem chamar atenção, levou a mão até a dela, envolvendo-a com firmeza tranquila, e inclinou-se o suficiente para que só ela ouvisse.
— Fica calma. — murmurou. — Aja naturalmente. Esse jantar não é tão difícil quanto parece.
Valentina olhou para as mãos entrelaçadas. O contraste era imediato: a dela fria, tensa; a dele quente, estável. Aquilo ajudou mais do que ela admitiria em voz alta.
Seguiram em silêncio até que a funcionária que os acompanhava parou e, com um gesto formal, abr