Na manhã seguinte, o silêncio na casa parecia mais pesado do que nunca. Eu tinha passado a noite acordada, revirando cada palavra da nossa briga, cada olhar, cada silêncio. "No começo, sim", ele tinha dito. E aquela confissão, tão curta e tão dura, tinha ficado cravada no meu peito como uma farpa. Eu sabia que tinha havido um acordo, sim, mas ouvir da boca dele que aquilo tinha sido, de fato, o início de tudo... fazia parecer que todo o resto tinha sido apenas um acidente, ou pior, uma obrigaçã