Quando Otávio me encontrou, já era quase meio-dia. Eu estava de cócoras no meio da plantação, as mãos cheias de terra, o cabelo preso num lenço, o rosto queimado de sol. Ele parou à minha frente, com o cenho franzido, os olhos cansados e tristes.
- Helena, você não comeu nada ontem. Não dormiu. Fica longe de mim, não me olha... - ele suspirou, passando a mão pelos cabelos, impaciente e ferido. - Por que você não me deixa falar? Por que fecha os ouvidos para tudo o que nós vivemos?
Levantei-me d