A manhã nasceu cinzenta sobre a estrada que levava à mansão Vitale. O ar trazia ainda o cheiro da chuva da noite anterior, e, quando os carros dos DeLuca pararam no portão, havia algo de guerreiro no silêncio que desceu sobre o lugar. Homens de preto desceram dos veículos como sombras afiadas; nos rostos, a mesma pressa de quem busca um nó que precisa ser desatado com força.
Bateram à porta com violência. Valéria abriu, pálida, os olhos arregalados ao reconhecer os visitantes. A casa, que até e