Henrique secava os cabelos com uma toalha, sua voz neutra:
- Você não pode esperar quatro meses?
- Não é uma questão de não poder esperar. É que você não confia em mim e não quer ficar comigo.
- É meu filho, eu vou assumir a responsabilidade.
- Eu concordo e estou disposta a fazer a amniocentese, mas, depois de tantos anos juntos, é assim que você me vê? Como alguém que não merece confiança? - Paola piscou lágrimas nos olhos, a fragilidade revelando força interior.
Henrique permaneceu inabaláve