O complexo está fechado. A iluminação, que normalmente é suave no pátio, hoje está ainda mais fraca, quase simbólica. Já é tarde. O pouco tráfego do lado de fora se dissolve em um silêncio pesado, daquele tipo que antecede acontecimentos sombrios, daqueles que não permitem retorno.
Os guardas ocupam os portões. Os membros da organização e suas respectivas famílias estão reunidos, todos vestindo túnicas cerimoniais. As poucas mulheres presentes usam chapéus com véus. Os homens, inclusive eu, estão de máscaras. Não há rostos ali, apenas símbolos, apenas julgamentos.
Felicia está ao meu lado. Santiago permanece do outro lado dela enquanto tomamos nosso lugar entre a multidão. O tempo parece se arrastar enquanto cada família sobe as escadas em direção à forca, vestidas exclusivamente para ocasiões como esta. Não há conversas paralelas, não há murmúrios desnecessários. Apenas passos, tecido roçando no chão e o peso coletivo de algo que precisa terminar.
Todos os membros da Facção que foram