A varanda da fazenda adormecia devagar, embalada pelo sossego do fim de tarde. O sol se derramava por entre as frestas do telhado em faixas douradas e quentes, tingindo o piso de madeira com um brilho suave e nostálgico.
Eu estava ali, sentada com Catarina, com as pernas cruzadas, o vestido leve dançando no vento. Ela folheava uma revista velha de decoração, mas o olhar maroto denunciava que a atenção dela estava, como sempre, em mim.
— E então, cunhadinha — disse, deitando o queixo na mão, mui