A noite já tinha caído completamente.
Mas Verônica ainda estava na rua.
Sem destino.
Sem direção.
Só andando.
Como se, quanto mais andasse…
Mais distante ficaria daquilo tudo.
Mas não ficava.
Porque não era um lugar.
Era dentro dela.
O celular vibrava no bolso.
Ela ignorou.
Mais uma vez.
Depois outra.
E outra.
Até que parou.
Ela sabia quem era.
Não precisava olhar.
Daniel.
O coração apertou.
Mas ela não voltou.
Não ainda.
Ela parou na calçada.
Respirou fundo.
Tentando se organizar.
— Eu preciso