O barulho da cidade começava a acordar.
Carros passando.
Pessoas indo trabalhar.
Conversas distantes.
A vida seguia.
Normal.
E isso irritava Verônica.
Porque nada dentro dela estava normal.
Ela estava sentada à mesa pequena do apartamento, com uma xícara de café nas mãos.
Mas o café já estava frio.
Ela não tinha tomado um gole sequer.
O olhar perdido na janela.
A mente…
Em outro lugar.
Em dois lugares, na verdade.
Daniel.
E Adrian.
— Droga…
Ela fechou os olhos.
Levou a mão à testa.
— Por que is