O silêncio dentro da mansão nunca foi tão pesado.
Não era o tipo de silêncio confortável.
Nem o tipo que traz paz.
Era o tipo que machuca.
Verônica estava parada no meio da sala.
Sem se mover.
Sem respirar direito.
As palavras ainda ecoavam na cabeça dela.
“Eu sempre amei você.”
Mas não foi Daniel quem disse.
Foi ele.
O homem que nunca deveria ter voltado.
O homem que deveria ser apenas passado.
E que agora…
Era o maior problema do presente.
— Você não devia estar aqui…
A voz dela saiu baixa.
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