A chuva continuava caindo.
Forte.
Constante.
Como se o céu estivesse tentando apagar algo.
Mas algumas verdades não podiam mais ser apagadas.
Nem escondidas.
Nem enterradas.
O silêncio dentro do antigo escritório era quase insuportável.
Todos olhavam para a fotografia.
Para o rosto daquele homem.
Mauro Siqueira.
Vivo.
Depois de vinte e cinco anos.
Vivo.
Verônica sentiu um arrepio percorrer todo o corpo.
Porque aquilo mudava tudo.
A história deixava de ser uma tragédia antiga.
E se tornava um pe