O relógio da recepção marcava exatamente às seis e meia da manhã quando os pneus do carro de Henrique cantaram baixo no acesso da maternidade. O dia em agosto amanheceu frio, mas dentro do veículo a atmosfera ardia em pura adrenalina. Lana respirava com dificuldade, o peito subindo e descendo em intervalos curtos enquanto lutava para manter as rédeas do próprio corpo. Ao seu lado, Rael a sustentava. Ele a acalentava com um cuidado, alternando palavras de apoio com silêncios profundos. No fundo