No quarto de hotel, Rael não teve coragem de desfazer as malas. Ele apenas as deixou num canto, perto da porta, e sentou-se na beirada da cama, cobrindo o rosto com as duas mãos. Olhava para aquele espaço impessoal e frio. O homem de negócios bem-sucedido que ele tinha se tornado estava acostumado com aquilo; ele passava a vida fazendo grandes viagens de trabalho e dormindo em hotéis de luxo sem nunca reclamar. Mas agora, a visão daquela mobília padrão só servia para mostrar o quanto ele tinha